Entrevistas

MÃES QUE INSPIRAM!

E na semana do Dia das Mães teve programação mais que especial nas nossas redes sociais!

Escolhi 5 mães inspiradoras – cada uma delas trouxe uma temática PAIXÃO, CRIATIVIDADE, GENEROSIDADE, LEVEZA, RESPEITO! Tudo isso para podermos compartilhar o supra sumo desses valores tão importantes.

Como diz o ditado “As mulheres são como as águas, crescem quando se encontram!” Por isso convido você a ler cada uma dessas respostas e pensar também como inspirar esses valores na sua casa.

As entrevistas completas estão no Instagram e na nossa FanPage!

 

29 maio 18
Entrevistas, Escolhas

MATERNIDADE E CARREIRA: IRENE NAGASHIMA

Nasce um bebê e uma série de programas rotineiros das novas mães ficam de escanteio. Pelo menos por um tempo! Ir ver um filme com toda paciência do mundo já não cabe mais no dia-a-dia dessa mãe.

Pensando nessa demanda  surgiu o Cine Materna! Eu conversei um pouquinho com a Irene, criadora disto tudo. Querendo saber como aconteceu o Cine na vida dela… Vamos ver?

PN – Me fala um pouco do projeto, e como que o CineMaterna surgiu na tua vida!

O Cine Materna surgiu de uma necessidade pessoal minha, eu sou mega cinéfila. Eu vou ao cinema duas, três vezes por semana e estava com um bebê de cinco meses em casa. Então, imagina! Cinco meses sem ir ao cinema. E estava desesperada, rs! E um dia consegui deixar meu filho com uma cuidadora, fui ao cinema do lado de casa. Mas passadas aquelas duas horas lá, saí correndo para casa! Claro que não tinha acontecido nada com o bebê, rs. Mas a tensão foi grande.

Depois disso, eu desabafei em um grupo virtual de mães, e uma delas deu essa idéia – porque não tentamos ir em uma sessão com os bebês? Então encontramos uma sessão durante a semana, a tarde, em um horário que a gente não tinha nada para fazer, escolhemos um filme – ficamos felizes da vida de ser um filme para nós! E saindo de lá  ainda fomos em um café bater papo e ficamos quatro horas conversando! rs. . E foi uma coisa deliciosa, de nos encontrarmos, dos bebês entrarem em contato. Foi tão bom que decidimos fazer isso toda a semana.

PN – E como esses encontros passaram de algo entre amigas para o Cine Materna que é hoje? 

Eu apresentei para uma rede de cinemas, para termos uma sessão diferente e naquelas condições de sala: a luz um pouco acesa, um som mais baixo, um ar condicionado que é ameno, o trocador dentro da sala; tapetinho para as mães sentarem no chão e elas ficarem a vontade.

E o Cine Materna como é, surgiu assim que a gente formalizou as sessões adaptadas e criou-se a ONG. E porque da ONG, é a gente entender que é muito mais do que  “só uma sessão de cinema” – é realmente tirar a mãe de casa, fazer um resgate desse puerpério que pode ser muito pesado para algumas.

E assim, não tem exceção todas passam por uma tempestade. Por mais lisa que seja – tem momentos de angústia, tem momentos que assim três da manhã a pessoa pensa em desistir, logo depois vem a culpa, mas é absolutamente normal. Então é super importante ela vir aqui, conversar com outras mães e se identificar. Conhecer outras formas de maternagem e outras formas até de amamentar.. posturas, outra relação. Ver fases do desenvolvimento do bebê, já que ela vai encontrar com mães e bebês em várias fases.

E também não foi uma coisa planejada, no sentido de “criar um negócio”, foi realmente uma surpresa. Hoje o Cine Materna tem 9 anos, e a gente foi aprendendo o Modelo de Negócios  aos poucos a medida que foi crescendo. As pessoas foram me dando um toque… quando eu disse que voltaria a trabalhar e perguntei quem assumiria as sessões, uma pessoa virou pra mim e disse: “Olha, acho que se você não continuar, vai morrer”. Aquilo me fez pensar e eu pesei um pouco já que exigiria um investimento meu de tempo, um investimento financeiro…

E hoje são 106 sessões por mês em quase 50 cidades no Brasil inteiro. A gente recebe muita gente, temos quase 400 voluntárias. E somos 9 mulheres, mães que trabalham em home office. Cada uma das 9 pessoas faz uma coisa diferente – uma lida com patrocinadores, outra com publico, outra com… e enfim, inclusive para chegar nesse modelo de funcionamento foi uma coisa que fomos testando. Às vezes da certo, às vezes não dá certo. E também temos a vantagem de ser um modelo de negócios pequeno. E a gente consegue ser muito flexível, desde que a gente esteja atenta ao que estar acontecendo.

PN – Pequeno? rs! Achei sensacional que o projeto cresceu para ser o que é hoje! Mas tem muito trabalho nos bastidores né? Todas vocês trabalham em casa, como funciona?

Exatamente. Eu trabalho em home office, assim como as nove pessoas que trabalham na matriz do Cine Materna.

O home office é uma coisa maravilhosa, mas não é pra todo mundo, rs! E tem seus perrengues também. Porque tem que ter uma limitação entre a sua vida profissional e pessoal que está toda misturada na sua casa. Então todos esses desafios a gente vai aprendendo muito aos poucos.

As grandes vantagens são: seu filho está logo ali, no quarto ali do lado. Se ele se machuca você tá perto. Se ele está doente você pode ficar com ele no colo, medir a temperatura.. essa proximidade acho que é muito rica. Mas ao mesmo tempo eu viajo muito, e eles aprenderam a conviver comigo dentro de casa limitando um espaço.

PN – É muito comum as mulheres repensarem sua carreira pós filhos, não é? Como você sente isso? 

Vai muito de mulher pra mulher, obviamente depende muito da sua condição financeira. Mas vejo e acho muito bacana muitas mulheres repensando sua carreira em função da maternidade. Algumas largando por um tempo, outras mudando de emprego, outras empreendendo. Empreender não é fácil, muitas vezes é solitário, algumas não tem o perfil empreendedor – eu por exemplo sou uma que não tinha esse perfil, então me causou muita angústia começar essa inciativa. E por um ano, um ano e meio… quase dois; foi muito angustiante para mim mas eu segui em frente. Os caminhos foram se mostrando acertados. E hoje eu digo, que está muito mais tranquilo. Mas ainda assim, nove anos depois eu não digo que está tudo perfeito – continua tendo desafios.

Mas o que eu vejo assim, para as mulheres é muito importante seguir um pouco seu instinto. Mas óbvio, com pé no chão. Então, eu consigo abrir mão de um emprego que eu tenho para empreender? As vezes a solução não é empreender, é mudar de ramo, é mudar a carga horaria… não existe uma solução mágica. Para a maioria é muito, muito difícil. Até porque não existem empregos mágicos por aí!

Então muitas vezes a gente tem que abrir mão da renda ou de uma coisa ou outra. Na verdade, ter filho já é abrir mão de uma coisa ou outra, não é? rs!

PN – Com certeza!!! Rs!

Irene, agradeço imensamente saber mais sobre ti e sobre o Cine Materna – uma história super bacana e um projeto pra lá de inspirador! <3

 

Para saber mais sobre o CineMaterna:  www.cinematerna.org.br 

 

22 out 17
Entrevistas

PN ENTREVISTA: ANA LUDIN

E existe coisas “de menino” e “de menina”? Até que sim! Mas não são exclusivas, viu? Sobre isso e outras cositas más que falei com a Ana, mãe do Rael de dois anos e quatro meses.

Vamos ver?
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Ana, queria saber mais sobre a tua criação com o Rael! Você me conhece e sabe que  não ligo para essa de “coisas de menino” ou “de menina”! Mas, como mãe de menina acredito que sofro menos interferências alheias (rs) do que você, como mãe de menino!

Por isso queria saber:

– Já vi o Rael com carrinho de bonecas ou fazendo comidinhas, como acontece a escolha de brinquedos pra ele?
Sobre a escolha, a gente deixa bem livre. Ele escolhe (apesar de ele não ser muito ligado em brinquedos, o que ele gosta mais é inventar brincadeiras com coisas que não são brinquedos), mas quando eu escolho, eu tento pegar algo que seja bem abrangente que não limite muito a criatividade dele. Então ele tem desde fogão, carrinho de boneca, carrinhos e vários brinquedos que são considerados teoricamente “de menino”. Ele é livre. Ele brinca com o que ele quiser.

Inclusive, quem deu o carrinho de boneca para ele foi minha mãe e ele amou, ele brinca tanto com isso como de super herói, com as bonecas, de neném, de cozinhar…

– Já aconteceu de pessoas de fora falarem algo a respeito disso? Como você lida com isso?

Já aconteceu muuito das pessoas de fora falarem sim! E até dentro da família também. O meu marido é super tranquilo com isso, eles brincam junto tanto de coisas mais radicais como skate e também de casinha. Então com ele não tem problema nenhum.

Mas já tive coisas bem desagradáveis, em lojas por exemplo de ele estar brincando com carrinho de boneca e as pessoas dizerem “Isso é de menina, é rosa!”, “Te endireita! Vai brincar com coisa pra menino” ou “Não pode brincar com coisa rosa”; e o Rael não entende muito mas eu respondo. Eu digo que ele brinca com que ele quiser. Se for brinquedo é para todos, todo mundo pode brincar.

Acontece também de chamarem ele de menina, só porque ele tem o cabelo mais comprido. A gente nunca cortou, na realidade só cortei as pontas uma vez e pretendo deixar crescer até o momento que ele decida que ele quer cortar o cabelo. Acho que não tem porque eu forçar ele a ter uma experiência negativa, simplesmente pra ficar em um padrão, eu acho que não tem necessidade. Se um dia ele vier me pedir pra cortar, eu vou cortar mas por enquanto vai ficar assim.

– Ele é super estiloso! Quem escolhe as roupas dele? Ele tem autonomia para escolher algumas coisas? Como funciona essa questão na casa de vocês?

Obrigada por dizer que ele é estiloso! Tento sempre vestir ele de uma maneira diferente. E assim, nem sempre eu deixo ele escolher tudo, rs! Porque se eu deixar ele sai de roupa curta no frio e essas coisas, por ainda não ter essa noção. Mas às vezes ele sai de galocha em um dia de calor ou com a calça e pijama, porque é de monstro ou de pirata que ele gosta. Até tento convencê-lo algumas vezes, mas se ele faz muita questão eu deixo sem problemas! E tento realmente vestir ele com roupas mais neutras, evito super heróis e carrinhos. Porque de certa forma isso limita os meninos a gostarem só disso!

– Você se inspira em algo (ideologia, corrente filosofica, experiencias de vida.. etc) ou em alguém para aplicar na criação dele?

Bom.. não sou uma expert no assunto mas gosto muito de ler sobre Montessori, que estimula bastante a independência da criança e as decisões sobre o próprio corpo. Por exemplo com essa história do cabelo, eu deixo pra quando ele quiser que corte. Quando eu cortei as pontinhas eu expliquei pra ele o que ele iria fazer, se ele gostaria de cortar o cabelo e ele disse que sim e foi tudo bem.. ficou feliz.


– Dê alguma dica para uma mãe de menino. Algo que você daria para uma amiga muito querida. Pode ser dica de livro, canal do youtube, link de um texto, dica de uma experiência própria… etc! 

A dica que eu tenho para as mães de menino é: vamos deixar eles serem o que eles quiserem, poder chorar, ser sensível, brincar com o que eles quiserem. Acho que as pessoas estimulam tanto os meninos a lutar, brincar de super herói e coisas assim.. sempre esse lado agressivo. E às vezes gostam de uma coisa e não podem admitir ou brincar com aquilo porque é rosa, e ficam presos naquele modelo.

Mas o principal, por um futuro melhor, por mulheres menos sobrecarregadas com as funções que não deveriam ser só delas: Vamos estimular eles a brincarem de casinha, de cuidar de boneca, de cozinhar. Por que no futuro se eles forem pais, serão bem diferentes!

___________
Ana, só AMEI! <3

Obrigada!

17 ago 17
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