Escolhas

ROAR

Queria dar essa dica por aqui. Comprei nessa Black Friday e estou contanto os minutinhos pra chegar!
O ” Sr Tigre Solto na Selva” – no geral o preço oscila acima de R$40,oo. Já vi em livraria por mais de R$70,00.

Nesse momento está R$18,00 na Amazon – ótimo presente para o natal!!!

27 nov 17
Escolhas, Meu Mundo

ENXOVAL

Hoje o post é para as gravidinhas e sobre a minha experiência pessoal. As listas de enxoval que rolam na internet são muitas e giram em torno de valores exorbitantes! Pensei em falar sobre algumas coisas que amei ter comprado no enxoval e que me ajudaram muito e outras que não comprei, mas hoje penso o quanto teria sido útil!

COMPREI E AMEI

 

1. Máquina de tirar leite elétrica

Salvou minha vida, e garantiu o sucesso da amamentação (entre outras coisas, claro!) na minha casa. Foi fundamental até adaptar a produção de leite.

2. Sling e Ergobaby 

Me emprestaram um sling assim que minha filha nasceu, no mesmo dia da maternidade. No início tive um pouco de aflição de usar por ela ser recém nascida. Depois que entendi a lógica e como era bom para mim e para ela, usei muito!!!

E assim que vi um Ergobaby 360 promocional aqui no Brasil, não tive dúvidas. Comprei e usei ainda mais que o sling! Sem brincadeira: t.o.d.o.s.o.s.d.i.a.s! E sei que dois anos depois ainda conto com ele.

3. Babá eletrônica 

Aqui valeu super o investimento de uma babá eletrônica boa, com monitor próprio, infravermelho, etc… Usei (e uso!) muito!!!

GOSTARIA DE TER COMPRADO

 

1. Cosleeper  

O famoso bercinho que acopla ao lado da cama dos pais! Não sabia se usaria ou não, hoje não tenho dúvidas que teria usado muito! Aqui achei um substituto, mas teria sido muito melhor desde a chegada da minha filha já ter um destes!

2. Muita roupa RN 

Em todas as ultras, consultas, enfim… me falavam de que eu teria um bebê grande! Acabei comprando muita roupinha “P” e poucas RN, em função de achar que ela usaria pouco. Ledo engano, precisei de última hora (marido precisou, aliás!) fazer uma compra express de RN – já que usou muito, e havia muitas trocas de roupinha nessa época. Gostaria de ter comprado mais tip-tops e roupinhas básicas para essa fase.

08 nov 17
Entrevistas, Escolhas

MATERNIDADE E CARREIRA: IRENE NAGASHIMA

Nasce um bebê e uma série de programas rotineiros das novas mães ficam de escanteio. Pelo menos por um tempo! Ir ver um filme com toda paciência do mundo já não cabe mais no dia-a-dia dessa mãe.

Pensando nessa demanda  surgiu o Cine Materna! Eu conversei um pouquinho com a Irene, criadora disto tudo. Querendo saber como aconteceu o Cine na vida dela… Vamos ver?

PN – Me fala um pouco do projeto, e como que o CineMaterna surgiu na tua vida!

O Cine Materna surgiu de uma necessidade pessoal minha, eu sou mega cinéfila. Eu vou ao cinema duas, três vezes por semana e estava com um bebê de cinco meses em casa. Então, imagina! Cinco meses sem ir ao cinema. E estava desesperada, rs! E um dia consegui deixar meu filho com uma cuidadora, fui ao cinema do lado de casa. Mas passadas aquelas duas horas lá, saí correndo para casa! Claro que não tinha acontecido nada com o bebê, rs. Mas a tensão foi grande.

Depois disso, eu desabafei em um grupo virtual de mães, e uma delas deu essa idéia – porque não tentamos ir em uma sessão com os bebês? Então encontramos uma sessão durante a semana, a tarde, em um horário que a gente não tinha nada para fazer, escolhemos um filme – ficamos felizes da vida de ser um filme para nós! E saindo de lá  ainda fomos em um café bater papo e ficamos quatro horas conversando! rs. . E foi uma coisa deliciosa, de nos encontrarmos, dos bebês entrarem em contato. Foi tão bom que decidimos fazer isso toda a semana.

PN – E como esses encontros passaram de algo entre amigas para o Cine Materna que é hoje? 

Eu apresentei para uma rede de cinemas, para termos uma sessão diferente e naquelas condições de sala: a luz um pouco acesa, um som mais baixo, um ar condicionado que é ameno, o trocador dentro da sala; tapetinho para as mães sentarem no chão e elas ficarem a vontade.

E o Cine Materna como é, surgiu assim que a gente formalizou as sessões adaptadas e criou-se a ONG. E porque da ONG, é a gente entender que é muito mais do que  “só uma sessão de cinema” – é realmente tirar a mãe de casa, fazer um resgate desse puerpério que pode ser muito pesado para algumas.

E assim, não tem exceção todas passam por uma tempestade. Por mais lisa que seja – tem momentos de angústia, tem momentos que assim três da manhã a pessoa pensa em desistir, logo depois vem a culpa, mas é absolutamente normal. Então é super importante ela vir aqui, conversar com outras mães e se identificar. Conhecer outras formas de maternagem e outras formas até de amamentar.. posturas, outra relação. Ver fases do desenvolvimento do bebê, já que ela vai encontrar com mães e bebês em várias fases.

E também não foi uma coisa planejada, no sentido de “criar um negócio”, foi realmente uma surpresa. Hoje o Cine Materna tem 9 anos, e a gente foi aprendendo o Modelo de Negócios  aos poucos a medida que foi crescendo. As pessoas foram me dando um toque… quando eu disse que voltaria a trabalhar e perguntei quem assumiria as sessões, uma pessoa virou pra mim e disse: “Olha, acho que se você não continuar, vai morrer”. Aquilo me fez pensar e eu pesei um pouco já que exigiria um investimento meu de tempo, um investimento financeiro…

E hoje são 106 sessões por mês em quase 50 cidades no Brasil inteiro. A gente recebe muita gente, temos quase 400 voluntárias. E somos 9 mulheres, mães que trabalham em home office. Cada uma das 9 pessoas faz uma coisa diferente – uma lida com patrocinadores, outra com publico, outra com… e enfim, inclusive para chegar nesse modelo de funcionamento foi uma coisa que fomos testando. Às vezes da certo, às vezes não dá certo. E também temos a vantagem de ser um modelo de negócios pequeno. E a gente consegue ser muito flexível, desde que a gente esteja atenta ao que estar acontecendo.

PN – Pequeno? rs! Achei sensacional que o projeto cresceu para ser o que é hoje! Mas tem muito trabalho nos bastidores né? Todas vocês trabalham em casa, como funciona?

Exatamente. Eu trabalho em home office, assim como as nove pessoas que trabalham na matriz do Cine Materna.

O home office é uma coisa maravilhosa, mas não é pra todo mundo, rs! E tem seus perrengues também. Porque tem que ter uma limitação entre a sua vida profissional e pessoal que está toda misturada na sua casa. Então todos esses desafios a gente vai aprendendo muito aos poucos.

As grandes vantagens são: seu filho está logo ali, no quarto ali do lado. Se ele se machuca você tá perto. Se ele está doente você pode ficar com ele no colo, medir a temperatura.. essa proximidade acho que é muito rica. Mas ao mesmo tempo eu viajo muito, e eles aprenderam a conviver comigo dentro de casa limitando um espaço.

PN – É muito comum as mulheres repensarem sua carreira pós filhos, não é? Como você sente isso? 

Vai muito de mulher pra mulher, obviamente depende muito da sua condição financeira. Mas vejo e acho muito bacana muitas mulheres repensando sua carreira em função da maternidade. Algumas largando por um tempo, outras mudando de emprego, outras empreendendo. Empreender não é fácil, muitas vezes é solitário, algumas não tem o perfil empreendedor – eu por exemplo sou uma que não tinha esse perfil, então me causou muita angústia começar essa inciativa. E por um ano, um ano e meio… quase dois; foi muito angustiante para mim mas eu segui em frente. Os caminhos foram se mostrando acertados. E hoje eu digo, que está muito mais tranquilo. Mas ainda assim, nove anos depois eu não digo que está tudo perfeito – continua tendo desafios.

Mas o que eu vejo assim, para as mulheres é muito importante seguir um pouco seu instinto. Mas óbvio, com pé no chão. Então, eu consigo abrir mão de um emprego que eu tenho para empreender? As vezes a solução não é empreender, é mudar de ramo, é mudar a carga horaria… não existe uma solução mágica. Para a maioria é muito, muito difícil. Até porque não existem empregos mágicos por aí!

Então muitas vezes a gente tem que abrir mão da renda ou de uma coisa ou outra. Na verdade, ter filho já é abrir mão de uma coisa ou outra, não é? rs!

PN – Com certeza!!! Rs!

Irene, agradeço imensamente saber mais sobre ti e sobre o Cine Materna – uma história super bacana e um projeto pra lá de inspirador! <3

 

Para saber mais sobre o CineMaterna:  www.cinematerna.org.br 

 

22 out 17
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