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6 DICAS PARA LIDAR COM O CONSUMISMO NAS CRIANÇAS

Um dos tópicos que mais me chama atenção no consultório são crianças muito pequenas sabendo marcas de produtos, suas especificidades e os produtos “da moda”. Esse discurso nos diz muito sobre a vivência em casa e no círculo de escola, por exemplo, e também nos acende uma luz vermelha! Não seria muito cedo para crianças terem essa noção de marcas e preços? Que jovens adultos tão ligados ao consumo estaremos formando?

É sabido que as propagandas estão na televisão, nas redes sociais, nos apps que inegavelmente as crianças estão tendo acesso e com isso o discurso do consumo vem se ampliando.

Já tive contato com crianças que quando perguntadas sobre brincadeiras preferidas dão respostas como: “Brincar de “x” boneca, mas só se forem as originais as outras são feias”; “Ganhei de presente uma mochila da marca “x” que custa “x” reais”;

De forma grossa esses discursos nos mostram um pensamento pautado em cima de bens de consumo, em espectro mair ou menor. O que os pais devem ficar atentos é como perceber e principalmente como lidar com esses aspectos! Seguem 6 dicas importantes para serem pensadas!

 

1. Prestar atenção no que a criança diz

Se perguntar de onde vem essas falas: de casa, da escola? É natural que as crianças queiram um produto específico para se sentirem “parte” de um grupo, mas deve-se notar na fala da criança qual a importância que ele dá a essa relação de consumo, se leve ou demasiada. Se houver a percepção que é algo além do comum é hora de pensar estratégias para lidar com isso.

2. Mostrar outras opções de atividades e brinquedos

Com a rotina apertada os pais acabam não mostrando outras atividades e brincadeiras. Por isso o ideal seria que os pais promovessem um ambiente onde a criança desde muito cedo possa criar e inventar os próprios brinquedos, jogos, etc. Com a participação dos pais melhor ainda!

3. Ensinando sobre os valores 

Uma grande chance para falar sobre valores com seu filho abre-se aí. Mostrar que é legal sim “tal” produto, mas que não necessariamente quem não o tem ou que não pode comprá-lo é melhor ou pior por isso.

4. Falando sobre a situação financeira da família

Crianças não tem noções financeiras. É muito comum ouvirmos delas que é “só comprar”, “só ir ao banco tirar o dinheiro” – como se fosse algo infinito. Por isso é importante as famílias explicarem quando não puderem comprar determinado item por exemplo, que naquele momento não é possível. E, dependendo das condições, pode-se aqui sugerir outra opção que seja do alcance do poder aquisitivo da família. Ou apenas explicar que naquele momento não é possível .

5. Coloque em prática os “Combinados”

Os “combinados” nada mais são do que uma combinação prévia com a criança sobre o que irá se comprar ou não. Para ilustrar um exemplo simples, o ir ao supermercado: combina-se antes que a criança pode escolher “1” item e só, caso dentro do estabelecimento a criança queira outras coisas relembra-se o tempo inteiro o combinado feito.

O mesmo vale para presentes antecipados da data (combina-se que só ganhará no dia do Natal, ou no dia do aniversário, etc).

6. Tempos de Crise: não sou só eu que “perco”

Em “tempos de crise”, onde a família está economizando para determinado objetivo ou está ajustando as finanças é importante mostrar para a criança que todos da família estão deixando de comprar e gastar com algo. A mãe por exemplo que gostaria de ir a academia, nesse momento não está indo. E assim por diante.

Dessa forma a criança ao invés de se sentir “injustiçada” por não comprar determinada coisa ou não poder realizar algo, compreende que não é exclusividade sua. Que todos da família também estão cuidando nesse momento.

kidsbuying.com.br

Espero que gostem,

Claudia.

08 set 15
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